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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Simplesmente

Simplesmente posso esperar
Aqui por você, uma eternidade
Uma tarde inteira

Simplesmente posso encontrar
Qualquer distração, ruas da cidade
Restos de uma feira

Tomo um atalho no lago
Só pra te perder
Enquanto olho os aviões
Nada tremeu no ar
Não vi nem um sinal

Simplesmente eu posso esperar
Simplesmente posso esquecer
Da guerra ou da paz
Uma eternidade, uma tarde inteira

Calmamente posso contar
As nuvens no céu
Rostos na vidraça, flores nessa praça
Desço a Consolação só pra coincidir
Leio manchetes por aí
Nada tremeu no ar
Não vi nem um sinal
Mesmo assim eu posso esperar

Até deixar um recado na tarde
Uma simples saudade
Que você vai sentir quando sentar-se a mesa
Uma simples certeza
Que agora é você quem espera por mim.


(Samuel Rosa / Chico Amaral)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Canção Áspera

Não espere nada
Seja o que for
Estou só de passagem
Breve é o amor

Não espere o dia
Deixe como está
Sigo essa miragem
Não sei a razão

Não espere nada
Deixa assim então
Sei que o mundo é oco
Menos que a paixão

Não sou nada disso
São desejos seus
Não será difícil
Breve é o adeus

Vim com minhas noites
Vou sem seu perdão
Sigo essa miragem
Não espere não

It's a lonely way
It's a rugged song
I woke up today
I knew it would be long

Estou em paz com minha guerra
E o tempo que passou veloz e devagar
Estou em paz na tempestade
E nada aqui parece ser o seu lugar.


(Samuel Rosa / Chico Amaral)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Escravo

Eu moro no palácio
E cuido de suas flores
Não é ofício fácil
Como pensam os senhores

Eu lavo as costas dela
Com ervas aromáticas
Se ela é tão bela
Deve um pouco às minhas práticas

Já fui um tuareg
Cruzei sete desertos
A noite azul me segue
Com seus olhos bem abertos

Não tenho mais visões
Exceto quando fumo
Às vezes nos salões
Certas misturas que arrumo

Já disse o velho Dylan
You gotta serve somebody
Eu sirvo às leis do islã
Pra que o amor de Alá vigore

Só tenho confiança
Na bela soberana
A minha morte dança
Quando passa a caravana

Sou escravo dela
Isso é o que eu sei
Seu desejo é sempre minha lei
Minha sorte, meu céu e meu norte.



(Samuel Rosa / Chico Amaral)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Chão

Chão que desliza
Noite de ilusões à deriva
Groove, hey negrita
Teu prazer me cai na saliva

Céu que convida
Onde o som bater eu me encaixo
Groove na medida
Eu te espero em cima ou embaixo

Dentro da noite do mundo
Vamos brindar à solidão
E acordar nas tábuas desse chão

Não, não vacila
Vem aqui mostrar sua arte
Groove na medida
Teu prazer é o meu estandarte

Dentro da noite do mundo
Vamos brindar à solidão
E acordar nas tábuas desse chão.



(Samuel Rosa / Chico Amaral)

domingo, 20 de abril de 2008

O Som da sua voz

Não me deixe na chuva não
Não me tire do coração
Não me diga que vai sem mim
Já conheço esse teu olhar
Uma luz a se afastar
A quilômetros daqui
Não me deixe na noite não
Na travessa da desolação
Não me diga que quer assim
Porque ali não há calor
Não há luz nem há razão
E não há o teu riso
Tudo está tão certo, não está?
Vem aqui mais perto, vem mostrar
Vem dizer aonde vai seu olhar

Quando a noite estender seu manto sobre nós
Meu abrigo então será o som da sua voz


(Samuel Rosa / Chico Amaral)