Faz o meu café, amor?
Passa manteiga no pão (por favor)
Passa-me o suco
E o mel do teu corpo.
Dá-me o doce provado
Na mesa-cama da madrugada.
Sinta a vida vivida
No suor de nossas peles.
Beba-me, meu bem.
Nesse nosso vício em comum:
A manhã precedida pelos abraços noturnos.
Sucedida pela certeza que me acompanha:
O desejo em lhe acompanhar.
(Dênis Rubra)
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Poetisando Posses
Prenda tua boca,
na minha.
O céu do teu olhar,
no meu.
Faça do teu corpo,
o nosso.
Do meu suor,
o teu.
(Não há palavra possessiva,
que possua
o que o vida faz existir.)
(Dênis Rubra)
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sábado, 2 de maio de 2009
Sinto Você
O que posso dizer
é que...
meus lábios
jamais te tocaram
mas consigo sentir
sua boca,
seu corpo,
seu cheiro,
seu calor...
tudo isso fundido
em uma alma,
em um pensamento.
A minha alma
e o meu pensar
que entregues
a um desejo sublime,
tornaram-se (inteiramente)
seus.
(Dênis Rubra)
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é que...
meus lábios
jamais te tocaram
mas consigo sentir
sua boca,
seu corpo,
seu cheiro,
seu calor...
tudo isso fundido
em uma alma,
em um pensamento.
A minha alma
e o meu pensar
que entregues
a um desejo sublime,
tornaram-se (inteiramente)
seus.
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Segunda Pausa Para o Amor
Não há por que,
não tem explicação.
Não há como dizer
o impulso da aparição.
É mistério presente
na vida de quem sente.
É presente,
dádiva extrema e reluzente.
Desconhece o tempo
e sabe como chegar.
Não bate na porta
e não avisa quando vai voltar.
É pureza que muda
até o mais vulgar.
É riqueza sem valor
(não há como pagar.)
Não tem saída,
não tem fim.
É não
e é sim.
Redundância ambulante,
combustível do calor.
Ainda tão constante
(acredite)
Chama-se amor!
(Dênis Rubra)
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não tem explicação.
Não há como dizer
o impulso da aparição.
É mistério presente
na vida de quem sente.
É presente,
dádiva extrema e reluzente.
Desconhece o tempo
e sabe como chegar.
Não bate na porta
e não avisa quando vai voltar.
É pureza que muda
até o mais vulgar.
É riqueza sem valor
(não há como pagar.)
Não tem saída,
não tem fim.
É não
e é sim.
Redundância ambulante,
combustível do calor.
Ainda tão constante
(acredite)
Chama-se amor!
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sábado, 28 de março de 2009
Prisão Invisível
Trancado no tempo
Na vida
Sem vento
Preso e calado
Sem voz
Dominado
Pelo som da escuridão
Aqui
Do meu lado
Na multidão.
Desse mundo
Desalmado
Isolado, tão vão
Destinado a ser só
Um ponto abstrato
E cheio de nó
Que cura a ferida
Desse ponto emendado
Do sopro encarnado
Denominado:
Vida.
(Dênis Rubra)
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Na vida
Sem vento
Preso e calado
Sem voz
Dominado
Pelo som da escuridão
Aqui
Do meu lado
Na multidão.
Desse mundo
Desalmado
Isolado, tão vão
Destinado a ser só
Um ponto abstrato
E cheio de nó
Que cura a ferida
Desse ponto emendado
Do sopro encarnado
Denominado:
Vida.
(Dênis Rubra)
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Apenas Mais uma Fuga
Pra que chorar
lágrimas que se vão
e misturam-se a um mar,
destino da solidão.
Pra que rimar,
a tristeza não sabe ler
e nem pode ouvir
a leitura de um feliz qualquer.
Pra que quatro versos
e estrofes determinadas
por poetas diversos,
por contos de fadas.
- Preciso fugir!
(do que existe)
(Dênis Rubra)
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lágrimas que se vão
e misturam-se a um mar,
destino da solidão.
Pra que rimar,
a tristeza não sabe ler
e nem pode ouvir
a leitura de um feliz qualquer.
Pra que quatro versos
e estrofes determinadas
por poetas diversos,
por contos de fadas.
- Preciso fugir!
(do que existe)
(Dênis Rubra)
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