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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Cecilia

O céu testemunhou
Cecilia aquela flor
Não murcha, parece que se apetece
Esta cada vez maior cá em mim .

Fincou me uma raiz
brotou feito um jardim
e na madrugada acordo afobado por todo lado teu cheiro esta

Ai me recorda,
aquela história da gente dançar como um par
O mesmo baile, eu no mesmo traje e teu vestido insiste em rodar
Juras e beijos, abraços, um regaco escondido pra noite durar
O teu sorriso, cabelo comprido, um adorno com a flor no lugar
Aquela rosa, ah, bendita rosa !
Você prometeu vir buscar

Contorço no colchão
Confronto a solidão
e volto a dormir pedindo de mim que enfim possa te apagar, Cecilia



(Diogo Andrade / Tibério)

Carnaval

Tem muita alegria no salão
E tristeza não cabe.
O que eu faço pra acabar com a ressaca,
Que nunca passa.

Tem fantasia, tem beijo escondido,
Tem homem traído, esposa chorando.
Mulher feia que fica bonita,
Depois da quinta.

A esperança dói mais que a ilusão,
De ter você aqui nos braços meus.
Tem festa, tem riso, tem coxa de fora,
Tem eu, panela de pressão.
Tem o meu amor dando bola pra todo mundo,
Tem eu, panela de pressão.

Tinha você acordando do meu lado,
Tinha o passado acordando de manhã.


(Luiz Marcelo Bezerra)

domingo, 21 de setembro de 2008

Deita Aqui

Deita aqui
Eu arrumei a cama pra nós dois
Esquece tua mala aí, aqui
Deita, deita aqui

Vamo ouvir
No rádio alguém cantando o que há de rir
Nos braços da mulher é bem melhor
Vai dormir mais feliz

Meu amor
O dia nasce escolhe outro alguém
Do peito um homem pode apodrecer
Se fingir que não vem

Deita aqui


(Tibério)

Animal

Negue
Se quiser
Não precisa falar
Pois o assunto é sério
E a carne mansa
Para aguentar

Por que você me enganou?
Se eu te ofereci tanto? (quanto, quanto)
Se eu me ofereci todo (oferecido)
Não minta mais
Pois só aguda o meu sofrer
Só aguda o meu penar

Pouco importa minha honra?
Vale mais meu coração
Que já não sabe descansar
Precisa se defender

Hoje eu vou dançar com a primeira que aparecer
Não vou me envolver
Só vou me animar

Animal

Se, por ventura, me vir
Não venha me desconhecer
Por anos dividimos a mesma cama
Planejamos os pequenos que nunca vieram

Sou o mesmo rapaz de cabeleiras longas
Sou o mesmo rapaz de cabeleiras longas

Hoje eu vou dançar com a primeira que me cativar
Não vou me envolver
Só vou me animar

Animal

Se, por ventura, me vir
Não me venha desconsiderar
Por anos confessamos os nossos pecados
Planejamos corrigi-los mas nunca fizemos

És a mesma mulher?
Ou nunca fosse a mulher que digo que és?
És a mesma mulher?
Ou nunca fosse a mulher que digo que és?


(Castor Luiz)