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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Não Amo Ninguém

Eu, ontem, fui dormir todo encolhido
Agarrando uns quatro travesseiros
Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby
Pra nem eu, nem Deus ouvir
Fazendo festinha em mim mesmo
Como um neném, até dormir

Sonhei que eu caía do vigésimo andar
E não morria
Ganhava três milhões e meio de dollars
Na loteria
E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia
Que me queria pra toda vida

Mal acordei, já dei de cara
Com a tua cara no porta-retrato
Não sei por que, que de manhã
Toda manhã parece um parto
Quem sabe, depois de um tapa
Eu hoje vou matar essa charada

Se todo alguém que ama
Ama pra ser correspondido
Se todo alguém que eu amo
É como amar a lua inacessível
É que eu não amo ninguém
Não amo ninguém
Eu não amo ninguém, parece incrível
Não amo ninguém
E é só amor que eu respiro.


(Frejat / Ezequiel / Cazuza)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tua Laçada

Às vezes eu sinto que vou numa estrada
Onde eu sou todo olhos e sentimento
Não trago soluços, pois tenho uma espada
Que corta miragens de um outro tempo

Não é a história que não foi contada
Nem é o estranho sonho do qual despertei
É mais uma espera, mais uma chegada
Ao porto seguro onde eu te encontrei

E é isso que eu sinto com tua laçada
Um abraço tão forte e eu te compreendo
Pois tudo que eu quero é ser tua estrada
Naqueles mergulhos em que tu vens correndo

Pois tudo que eu quero é ser tua estrada
Naqueles mergulhos em que tu vens correndo

Não é o futuro, mas é uma virada
Nosso próximo passo a ser decidido
É como o claro e o escuro da alvorada
E caberá a nós dois saber dividí-lo.


(Zé Ramalho / Frejat)

Paz Nunca Mais

Nunca mais ele teve paz quando viu aquela moça
Imagem viva, perfeita, já feita
Nunca mais ele teve paz quando viu aquela moça
Imagem viva, perfeita, já feita

O seu corpo era o pão que a mão de Deus amassou
Uma criação divina, um anjo que vingou
Todo desejo ao seu dispor
Personificação do amor

Nunca mais ele teve paz quando viu aquela moça
Imagem viva, perfeita, já feita
Nunca mais ele teve paz quando viu aquela moça
Imagem viva, perfeita, já feita

O seu corpo era o nirvana, onde morava o prazer
Lar de tantas fantasias, das teimosias de ter
Desfrutar do que não vê
Do céu da boca ao ponto G

Nunca mais ele teve paz quando viu aquela moça
Imagem viva, perfeita, já feita
Nunca mais ele teve paz quando viu aquela moça
Imagem viva, perfeita, já feita

Por favor compositor eu sou apenas o cantor
Mas....
Devo interferir na trama
Interceder por quem ama
Você pode dar a ele o destino que quiser
Mas prometa que no fim ele fica com a mulher...


(Frejat)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Túnel do Tempo

Nosso encontro aconteceu como eu imaginava
Você não me reconheceu, mas fingiu que não era nada
Eu sei que alguma coisa minha, em você ficou guardada
Como num filme mudo antes da invenção das palavras

Afinei os meus ouvidos pra escutar suas chamadas
Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas
Mas há dias em que nada faz sentido
E o sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente

Sozinho no escuro nesse túnel do tempo
Sigo o sinal que me liga à corrente dos sentimentos
Onde se encontra a chave que me devolverá
O sentido das palavras ou uma imagem familiar
Mas há dias em que nada faz sentido
E os sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente...


(Frejat)

Eu Preciso Te Tirar Do Sério

Hoje eu acordei, com vontade de te ver
De te ver
Foi uma noite longa, mas logo estaremos em algum lugar
Aonde ninguém possa nos encontrar

Olha o céu azul, estamos prontos para cair na estrada
Sempre na linha do horizonte, em direção ao sol

Só penso em te encontrar,
Eu preciso te tirar do sério,
E desvendar os teus mistérios...

Hoje eu acordei com vontade de esquecer
De esquecer
Todas as preocupações e ir depressa para algum lugar
Aonde o tempo pareça não existir

Olho o céu azul, estamos prontos pra viver um dia belo
Sempre na linha do horizonte, em direção ao sol

Só penso em te encontrar,
Eu preciso te tirar do sério,
E desvendar os teus mistérios...


(Frejat)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Todo Amor que Houver Nessa Vida

Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria


(Frejat / Cazuza)

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Eu não quero brigar mais não

Eu amo o cheiro do seu cabelo,
Eu amo o nosso amor
Assim sem dor-de-cotovelo.
Vamos pra bem longe daqui,
O vira-lata e a gata
Meu bem, pode levar o novelo.

O nosso amor não é só
De pele e de pêlo,
Se quiser ter um neném
Tudo bem, vamos tê-lo.
O nosso amor
Vai da água pro vinho,
Às vezes é feito baixinho
Às vezes acorda o vizinho
Penso em você e o meu
Coração se aquece,
Penso em nós dois e as
Peripécias da espécie

Esquece a nossa última briga
Lembra o primeiro beijo
E ouça essa cantiga

Eu não quero brigar mais não
Eu quero você toda pra mim
Vou começar pedindo a tua mão
Você é aquela que o meu coração habita
Única e favorita,
Estrela da minha vida
e da minha escrita
Eu vivo sorrindo de orelha à orelha
Você com a pele bonita
Que fica sempre vermelha,
Quando eu te amo,
De forma infinita.
Somos Bambam e Pedrita

Eu não quero brigar mais não
Eu quero você toda pra mim
Vou começar pedindo a tua mão
Eu quero uma mulher normal do povo,
Não quero uma mulher global de novo
Quero uma mulher que me ame
no Natal e no Ano Novo
Amor do caviar, do pão com ovo
Namoro num fusquinha ou num porto



(Frejat)

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Controle Remoto

Eu queria te falar de paz, de amor
De filosofia
De cinema, de pintura, de música
E de poesia
Eu queria te abraçar e te proteger
De todo o mal
Reescrever a história e as notícias
Do jornal

Fazer um photoshop na realidade
Deletar toda miséria e a maldade
Mas a verdade é
Que não há como fugir

Temos que aprender a ser fortes, meu amor
Fortes
E a lidar com as coisas da vida
E da morte

Se eu pudesse mudaria o mundo
Na televisão
Com um toque no controle remoto
Aqui na minha mão
Tanta morte, tanto crime nesse mundo
Desigual
Se eu pudesse acabaria com as guerras
Ao trocar de canal

Mas a verdade é
Que não há como fugir


(Frejat)

O que mais me encanta

O que mais me encanta... em você,
É a tua capacidade de me enlouquecer;
A tua sensualidade ardente,
Teus dentes separados na frente;
Teu sorriso esperto de quem muito já sofreu,
Tua inteligência moleque, de pernas tortas,
Teu delírio otimista à beira da sorte;
Teu rosto infantil,
Teus traços fortes;

O que mais me encanta... em você,
É o teu peito, num vestidinho colado,
A tua sensualidade ardente
Teus dentes separados na frente
Teu sorriso esperto de quem muito já sofreu
O poder eletrizante que o teu sim
Exerce na besta-fera dentro de mim
A possibilidade de um mundo pequeno
Conter uma enorme galáxia
E ter me transformando em alguém mais perto
Do que eu idealizo ser.

O que mais me encanta em você
É a tua capacidade de me enlouquecer
O que mais me encanta em você
É a tua capacidade de me enlouquecer.


(Frejat)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mais que perfeito

Seu rosto olhando pra mim
não tem nenhum defeito
seu gingado vindo pra mim
já tá fazendo efeito

Preciso de você agora
um dia a mais não daria
tirei a roupa na hora
pensando no que a gente faria

Eu te amo assim do teu jeito
nosso tempo é mais que perfeito

Eu vou falar no teu ouvido
pra te tirar do sério
você morde a minha boca
você já sabe o que eu quero

Preciso de você agora
um dia a mais não daria
tirei a roupa na hora
pensando no que a gente faria

Quando você fala
me deixa encantado
quando você me olha
me deixa tarado

Eu te amo assim do teu jeito
nosso tempo é mais que perfeito.



(Frejat / George Israel / Mauro Sta. Cecilia)

Quando o amor era medo

No fim do túnel tudo escuro
Ela me procurando com o olhar
Mas as flores não chegaram
Quando deveriam chegar

A tarde quer mais que um susto
A noite me pega no contrapé
Seu beijo acelerando o meu pulso
Amanhã só faço o que eu quiser

Quando o amor era medo
Eu achava melhor acordar sozinho
Quando o amor era medo
A vida era andar por entre espinhos

Todo doente pede uma enfermeira
Com peitos grandes e amor pra dar
Nem toda sombra vem da palmeira
Nem toda água desagua no mar

As vezes você se comporta
Como se não estivesse a fim
As vezes você se comporta
Não sei o que você espera de mim.



(Frejat/Rodrigo Santos/Mauro Sta. Cecilia)

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Down em Mim

Eu não sei o que o meu corpo abriga
Nestas noites quentes de verão
E nem me importa que mil raios partam
Qualquer sentido vago de razão
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou te cantar, vou te gritar
Te rebocar do bar
E as paredes do meu quarto vão assistir comigo
À versão nova de uma velha história
E quando o sol vier socar minha cara
Com certeza você já foi embora
Eu ando tão down
Eu ando tão down

Outra vez vou me esquecer
Pois nestas horas pega mal sofrer
Da privada eu vou dar com a minha cara
De panaca pintada no espelho
E me lembrar, sorrindo, que o banheiro
É a igreja de todos os bêbados
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Eu ando tão down
Down...



(Cazuza / Frejat)

Maior Abandonado

Eu tô perdido
Sem pai nem mãe
Bem na porta da tua casa
Eu tô pedindo
A tua mão
E um pouquinho do braço

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas porções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam...

Eu tô pedindo
A tua mão
Me leve prá qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado

Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me interessam

Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam...


(Cazuza / Frejat)

Ponto Fraco

Benzinho, eu ando pirado
Rodando de bar em bar
Jogando conversa fora
Só pra te ver
Passando, gingando
Me encarando
Me enchendo de esperança
Me maltratando a visão

Girando de mesa em mesa
Sorrindo pra qualquer um
Fazendo cara de fácil, é
Jogando duro
Com o coração, gracinha
Todo mundo tem um ponto fraco
Você é o meu, por que não?
Você é o meu, por que não?



(Cazuza / Roberto Frejat)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Amor, Amor

Madrugada
Azul, sem luz
Dias de brinquedo
Linda assim me veio
E eu me entreguei
Inocentemente
Como um selvagem
Como o brilho esperto
Dos olhos de um cão

Amor, amor
Diz que pode, depois morde
Pelas costas sem querer
Amor, amor
Assim como um leão caçando o medo

Meu caminho nesse mundo, eu sei
Vai ter um brilho incerto e louco
Dos que nunca perdem pouco
Nunca levam pouco
Mas se um dia eu me der bem
Vai ser sem jogo

Amor, amor
Fiel me trai, me azeda
Me adoça e me faz viver.

Amor, amor
Eu quero só paixão
Fogo e segredo.


(Cazuza / Frejat / George Israel)

terça-feira, 8 de abril de 2008

Homem não chora

Homem não chora
Nem por dor
Nem por amor
E antes que eu me esqueça
Nunca me passou pela cabeça
Lhe pedir perdão
E Só porque eu estou aqui
Ajoelhado no chão
Com o coração na mão
Não quer dizer
Que tudo mudou
Que o tempo parou
Que você ganhou
Meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo Mundo sabe
Que homem não chora
Esse meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora
não chora não
Homem não chora
nem por ter
nem por perder
Lágrimas são água
Caem do meu queixo
E secam sem tocar o chão
E só porque você me viu
Cair em contradição
Dormindo em sua mão
Não vai fazer
A chuva passar
O mundo ficar
No mesmo lugar
Meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo mundo sabe
Que homem não chora
Esse meu rosto vermelho e molhado
É só dos olhos pra fora
Todo Mundo sabe
Que homem não chora


(Frejat)

Seu Amorzinho

Foi quando a ficha caiu
Que então eu vi você diferente
Não quero mais a sua boa intenção
Mas se você fosse um grande mal pra mim
Tudo agora doeria bem menos
Ou se eu nunca tivesse sido feliz
Hoje eu não sou mais o seu amorzinho
Não quero saber do seu medo da vida
Eu vou descobrir outros caminhos
E não tô com pressa de achar a saída
Não tente mais me agradar
Pra disfarçar o seu desejo
O sonho ficou lá pra trás
E não há lágrima que dê jeito
Mas se você fosse má pra mim
Tudo agora seria mais fácil
Se ao menos eu não tivesse sido feliz
Hoje eu não sou mais o seu amorzinho
Não quero saber do seu medo da vida
Eu vou descobrir outros caminhos
E não tô com pressa de achar a saída


(Frejat)

Desculpas já não peço mais

Cansei de não gostar de mim
Daqui pra frente não vai ser mais assim
Serei o meu melhor amigo
Inimigos como eu não preciso
Então vêm, eu te convido
Quer dividir comigo o paraíso?
O inferno é meu velho conhecido
Te mostro meu esconderijo
Desculpas já não peço mais
Fui ao inferno procurando paz
Não vou desperdiçar alegria
Amor, não precisa de filosofia
Cada ruga em mim te merece
Não confunda os desejos, agradece
E os presentes que eu te dei
São espinhos que em carinho transformei
Desculpas já não peço mais
Fui ao inferno procurando paz...
O que feriu a minha pele
me ajudou a entender
que a dor de quem se esquece é cruel
como nem o inferno pode ser.
Desculpas já não peço mais...


(Frejat)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

50 Receitas

Eu respiro tentando encher os pulmões de vida
Mas ainda é difícil deixar qualquer luz entrar
Ainda sinto por dentro toda a dor dessa ferida
Mas o pior é pensar que isso um dia vai cicatrizar

Eu queria manter cada corte em carne viva
A minha dor em eterna exposição
E sair nos jornais e na televisão
Só pra te enlouquecer
Até você me pedir perdão

Eu já ouvi 50 receitas pra te esquecer
Que só me lembram que nada vai resolver
Porque tudo, tudo me traz você
E eu já não tenho pra onde correr

O que me dá raiva não é o que você fez de errado
Nem seus muitos defeitos
Nem você ter me deixado
Nem seu jeito fútil de falar da vida alheia
Nem o que eu não vivi aprisionado em sua teia

O que me dá raiva são as flores e os dias de Sol
São os seus beijos e o que eu tinha sonhado pra nós
São seus olhos e mãos e seu abraços protetor
É o que vai me faltar
O que fazer do meu amor?


(Frejat / Leoni)

domingo, 30 de março de 2008

Trapaça da Dor

Do teu rosto eu me lembro o silêncio
E do corpo as pernas sempre cruzadas pra vida
Onde é que você anda? Eu pergunto e eu respondo

Tá se enganando na certa
Tá por aí de conversa
Sem notar que o tempo passa
Passa e é trapaça da dor

Tantas coisas que eram só de nós dois
Hoje estão de boca em boca como qualquer piada
Tanto amor disperdiçado indo e vindo na calçada

Eu não quero amar pra nada
Eu não quero amar mais nada
Que vá embora assim sem saudade
Que doa tanto lembrar


(Frejat / Cazuza)