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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Simplesmente

Simplesmente posso esperar
Aqui por você, uma eternidade
Uma tarde inteira

Simplesmente posso encontrar
Qualquer distração, ruas da cidade
Restos de uma feira

Tomo um atalho no lago
Só pra te perder
Enquanto olho os aviões
Nada tremeu no ar
Não vi nem um sinal

Simplesmente eu posso esperar
Simplesmente posso esquecer
Da guerra ou da paz
Uma eternidade, uma tarde inteira

Calmamente posso contar
As nuvens no céu
Rostos na vidraça, flores nessa praça
Desço a Consolação só pra coincidir
Leio manchetes por aí
Nada tremeu no ar
Não vi nem um sinal
Mesmo assim eu posso esperar

Até deixar um recado na tarde
Uma simples saudade
Que você vai sentir quando sentar-se a mesa
Uma simples certeza
Que agora é você quem espera por mim.


(Samuel Rosa / Chico Amaral)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Assim Sem Fim

Não finja um beijo que
Já não é mais seu
Nem diga que esse chão
Da casa, não é mais meu

Se tem algo a dizer
Que devolva em goles sãos
Qual é o tempo dessa solidão?
Aonde é o centro desse furacão?

Vestida de brisa assim
Sob meus olhos de Zeus
Que te acompanham então
Na casa, que adormeceu

Nem tem tanto a dizer
Mas trago ouvidos e pão
Na velocidade de amores vãos
Aonde termina nossa solidão

Se prepare para o que for
No raso do coração
O que ainda é meu
Não me devolva não

Sorte assim sem fim
Porque ninguém percebeu
As marcas de dentes
Aonde você mordeu
Me tem tanto a dizer
Que o tempo eu conto assim
Pra gente comer sentados no chão
Aonde termina esse furacão.


(Samuel Rosa / César Maurício)

Noites de Um Verão Qualquer

Noites de um verão qualquer
Eu me sufoco nesse ar
O corpo venta em preto
O chão devora o espaço ocular

Noites de um verão qualquer
Deixa que ela entenda o traço
Que invente a fuga por nós dois
Que sou seus pés, eu sou também seus braços

Noites de um verão qualquer
Dentro da febre desse abraço
Satélite voltou do céu
Eu sou o resto, sou também o aço

Noites de um verão qualquer
Sob sua pele encontrei abrigo
Pra gente se devorar
Na órbita do seu umbigo

Seguem infinitos metros
Pra perto desse abraço
Eu tento respirar
Desdar o nó que aperta esse laço.


(Samuel Rosa / César Maurício)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Canção Áspera

Não espere nada
Seja o que for
Estou só de passagem
Breve é o amor

Não espere o dia
Deixe como está
Sigo essa miragem
Não sei a razão

Não espere nada
Deixa assim então
Sei que o mundo é oco
Menos que a paixão

Não sou nada disso
São desejos seus
Não será difícil
Breve é o adeus

Vim com minhas noites
Vou sem seu perdão
Sigo essa miragem
Não espere não

It's a lonely way
It's a rugged song
I woke up today
I knew it would be long

Estou em paz com minha guerra
E o tempo que passou veloz e devagar
Estou em paz na tempestade
E nada aqui parece ser o seu lugar.


(Samuel Rosa / Chico Amaral)

Pára-Raio

Passa o tempo, lento ensaio
Espero você aqui
Paro dentro, entro e saio
Falta você aqui

Calo invento, quieto falo
Trago você aqui
Lato intenso em detalhes
Quero você aqui

Abro e vejo da janela
Fogos de artifício
Estrelas em mosaico
Vidro opaco a luzir

Vasto imenso, feito em partes
Fácil para construir
Rasgo ao meio em metades
Acho você dentro de mim

Seu brinquedo imaginário
Feito pra te distrair
Paro dentro, entro e saio
Falta você aqui

Noite inteira, fim de tarde
Meu calendário marca o infinito
Em trincheiras que escavo
Acho você dentro de mim

Assim como o sal feito no mar
Azul como o céu e a imensidão
Que enche o pulmão de pleno ar
Achei seu lugar meu.


(Samuel Rosa / Nando Reis)

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Renascença

Quis sim mergulhar
Mil vezes nesse mar
Fui te procurar
A rua inteira

Mil gols outros mais
Fiz assim como um milagre
Luz do seu olhar
E vela acesa

Servi em humildade
Mil e uma utilidades
Corpo de escravo
Pé da mesa

Supri necessidades
Sumi desnecessário
Sujo e covarde
Seu brinquedo

Ri seu tenso lábio
Ri assim com medo

frágil
Tudo é verdade
Pra vista alheia

Vida eternidade
Fim mortalidade
Sonho acordado
Renascença

Mas isso acabou
Vou te matar
De amor


(Samuel Rosa / Nando Reis)

Assim Sem Fim

Não finja um beijo que
Já não é mais seu
Nem diga que esse chão
Da casa, não é mais meu

Se tem algo a dizer
Que devolva em goles sãos
Qual é o tempo dessa solidão?
Aonde é o centro desse furacão?

Vestida de brisa assim
Sob meus olhos de Zeus
Que te acompanham então
Na casa, que adormeceu

Nem tem tanto a dizer
Mas trago ouvidos e pão
Na velocidade de amores vãos
Aonde termina nossa solidão

Se prepare para o que for
No raso do coração
O que ainda é meu
Não me devolva não

Sorte assim sem fim
Porque ninguém percebeu
As marcas de dentes
Aonde você mordeu
Me tem tanto a dizer
Que o tempo eu conto assim
Pra gente comer sentados no chão
Aonde termina esse furacão.



(Samuel Rosa / César Maurício)

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sutilmente

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe

E quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace
E quando eu estiver louco
Subitamente se afaste
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce

Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate, não
Dentro de ti, dentro de ti

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti.



(Samuel Rosa / Nando Reis)

Escravo

Eu moro no palácio
E cuido de suas flores
Não é ofício fácil
Como pensam os senhores

Eu lavo as costas dela
Com ervas aromáticas
Se ela é tão bela
Deve um pouco às minhas práticas

Já fui um tuareg
Cruzei sete desertos
A noite azul me segue
Com seus olhos bem abertos

Não tenho mais visões
Exceto quando fumo
Às vezes nos salões
Certas misturas que arrumo

Já disse o velho Dylan
You gotta serve somebody
Eu sirvo às leis do islã
Pra que o amor de Alá vigore

Só tenho confiança
Na bela soberana
A minha morte dança
Quando passa a caravana

Sou escravo dela
Isso é o que eu sei
Seu desejo é sempre minha lei
Minha sorte, meu céu e meu norte.



(Samuel Rosa / Chico Amaral)

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Noites de um verão qualquer

Noites de um verão qualquer
Eu me sufoco nesse ar
O corpo venta em preto
O chão devora o espaço ocular

Noites de um verão qualquer
Deixa que ela entenda o traço
Que invente a fuga por nós dois
Que sou seus pés, eu sou também seus braços

Noites de um verão qualquer
Dentro da febre desse abraço
Satélite voltou do céu
Eu sou o resto, sou também o aço

Noites de um verão qualquer
Sob sua pele encontrei abrigo
Pra gente se devorar
Na órbita do seu umbigo

Seguem infinitos metros
Pra perto desse abraço
Eu tento respirar
Desdar o nó que aperta esse laço.



(Samuel Rosa / César Maurício)

Chão

Chão que desliza
Noite de ilusões à deriva
Groove, hey negrita
Teu prazer me cai na saliva

Céu que convida
Onde o som bater eu me encaixo
Groove na medida
Eu te espero em cima ou embaixo

Dentro da noite do mundo
Vamos brindar à solidão
E acordar nas tábuas desse chão

Não, não vacila
Vem aqui mostrar sua arte
Groove na medida
Teu prazer é o meu estandarte

Dentro da noite do mundo
Vamos brindar à solidão
E acordar nas tábuas desse chão.



(Samuel Rosa / Chico Amaral)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ainda gosto dela

Hoje acordei sem lembrar
Se vivi ou se sonhei
Você aqui nesse lugar
Que eu ainda não deixei

Vou ficar?
Quanto tempo vou esperar?
E eu não sei o que vou fazer, não

Nem precisei revelar
Sua foto não tirei
Como tirei pra dançar
Alguém que avistei

Tempo atrás
Esse tempo está lá trás
E eu não tenho mais o que fazer, não

Eu ainda gosto dela
Mas, ela já não gosta tanto assim
A porta ainda está aberta
Mas da janela já não entra luz
E eu ainda penso nela
Mas, ela já não pensa mais em mim, em mim, não

Ainda vejo o luar
Refletido na areia
Aqui na frente desse mar
Sua boca eu beijei

Quis ficar
Só com ela eu quis ficar
E agora ela me deixou.



(Samuel Rosa / Nando Reis)

Pára-Raio

Passa o tempo, lento ensaio
Espero você aqui
Paro dentro, entro e saio
Falta você aqui

Calo invento, quieto falo
Trago você aqui
Lato intenso em detalhes
Quero você aqui

Abro e vejo da janela
Fogos de artifício
Estrelas em mosaico
Vidro opaco a luzir

Vasto imenso, feito em partes
Fácil para construir
Rasgo ao meio em metades
Acho você dentro de mim

Seu brinquedo imaginário
Feito pra te distrair
Paro dentro, entro e saio
Falta você aqui

Noite inteira, fim de tarde
Meu calendário marca o infinito
Em trincheiras que escavo
Acho você dentro de mim

Assim como o sal feito no mar
Azul como o céu e a imensidão
Que enche o pulmão de pleno ar
Achei seu lugar meu.



(Samuel Rosa / Nando Reis)

domingo, 20 de abril de 2008

O Som da sua voz

Não me deixe na chuva não
Não me tire do coração
Não me diga que vai sem mim
Já conheço esse teu olhar
Uma luz a se afastar
A quilômetros daqui
Não me deixe na noite não
Na travessa da desolação
Não me diga que quer assim
Porque ali não há calor
Não há luz nem há razão
E não há o teu riso
Tudo está tão certo, não está?
Vem aqui mais perto, vem mostrar
Vem dizer aonde vai seu olhar

Quando a noite estender seu manto sobre nós
Meu abrigo então será o som da sua voz


(Samuel Rosa / Chico Amaral)