Eu, pássaro perdido
Que voou sem medo
Quando era menino
Sério, eu chego a me lembrar
e logo chega o mundo
Pra intimidar
Eles gritam e conseguem me assustar
Eu me sinto gaivota sobre o mar
Que afundou as asas nas manchas de óleo ao mergulhar
E agora não consegue mais voar
Um dia eu vou voar
Sei, sei tudo que posso
Mas vem essa lei
e impõe o ócio
quem tem um olho é rei
Se eu desafiar, incomodarei
Vez em quando bate um vento por aqui
Abro as minhas asas pra tentar subir
Mas com tanto tempo preso a essas grades, me esqueci
E agora tenho medo de cair
Tiê,
Venha das alturas me salvar
No maciço da Tijuca pousará
Onde as nuvens se debruçam
E eu não canso de esperar
Sua liberdade me libertará
Abra as suas asas
Vai sem medo, vai
Vai ganhar o céu
Quem provou da liberdade
não terminará
Preso as próprias grades
Um dia eu vou voar
Eu já vivi no ar
Vem me ver voar.
(Jota Maranhão / Jorge Vercilo)
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sexta-feira, 1 de maio de 2009
Filosofia de Amor
Quem por medo do amor que morre
Na hora que o amor percorre
Recua, se afasta e corre
Ouça o conselho que eu lhe dou
É só você morrer de amor
Que a chama do amor não morre
Quem por mágoa de amor se abate
Por medo que o amor maltrate
Ao invés de se dar combate
Ouça o conselho que eu lhe dou
É muito mais cruel a dor
Na casa que o amor não bate
Filosofia de amor não é rei nem doutor
Quem aprende
Só vai sair vencedor de um combate de amor
Quem se rende
Filosofia de amor só não é sabedor
Quem renega
Só vai prender seu amor e virar seu senhor
Aquele que se entrega
E o poeta é o professor
Que ensina todo dia
Filosofia de amor...
(Jota Maranhão / Paulo Cesar Pinheiro / Deusdete Maranhão)
Na hora que o amor percorre
Recua, se afasta e corre
Ouça o conselho que eu lhe dou
É só você morrer de amor
Que a chama do amor não morre
Quem por mágoa de amor se abate
Por medo que o amor maltrate
Ao invés de se dar combate
Ouça o conselho que eu lhe dou
É muito mais cruel a dor
Na casa que o amor não bate
Filosofia de amor não é rei nem doutor
Quem aprende
Só vai sair vencedor de um combate de amor
Quem se rende
Filosofia de amor só não é sabedor
Quem renega
Só vai prender seu amor e virar seu senhor
Aquele que se entrega
E o poeta é o professor
Que ensina todo dia
Filosofia de amor...
(Jota Maranhão / Paulo Cesar Pinheiro / Deusdete Maranhão)
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Foi a Saudade
Tentei até demais
Corri, busquei, fui atrás
Mas não consegui te encontrar
Pensei que uma noite seria o bastante
Mas nem só por um instante
Consegui parar de pensar em você
O meu desejo falou mais forte
Peço à vida que dê sorte
E ilumine o meu caminho
Pra que eu possa te encontrar
Vou de novo de amar
E não te perder de vista
Se com você tudo é melhor
Sem você vou de mal a pior
Pra mim não existe vida
Se eu me pego sem você
Posso até me perder
Virar vadio nesse mundo
Foi a saudade que fez
Eu chorar outra vez
E buscar o meu amor
Não, não quero solidão
Só quero a tua paixão
E ser feliz de novo.
(Val Hoffmann)
Corri, busquei, fui atrás
Mas não consegui te encontrar
Pensei que uma noite seria o bastante
Mas nem só por um instante
Consegui parar de pensar em você
O meu desejo falou mais forte
Peço à vida que dê sorte
E ilumine o meu caminho
Pra que eu possa te encontrar
Vou de novo de amar
E não te perder de vista
Se com você tudo é melhor
Sem você vou de mal a pior
Pra mim não existe vida
Se eu me pego sem você
Posso até me perder
Virar vadio nesse mundo
Foi a saudade que fez
Eu chorar outra vez
E buscar o meu amor
Não, não quero solidão
Só quero a tua paixão
E ser feliz de novo.
(Val Hoffmann)
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Devaneio
Mergulhei no mar
E não dava pé
Me apaixonei
Mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro
Em minhas mãos
Vi um sol nascer
Pelos olhos seus
Me deixei levar
Eu não refleti
Que era a luz dos meus
Refletida em ti
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro em minhas mãos
(Jorge Vercilo)
E não dava pé
Me apaixonei
Mas não sei por quem
Sonho com alguém
Que você não é
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro
Em minhas mãos
Vi um sol nascer
Pelos olhos seus
Me deixei levar
Eu não refleti
Que era a luz dos meus
Refletida em ti
Eu me entreguei demais
Eu imaginei demais
E o silêncio fala mais que a traição
Foi um devaneio meu
Um veraneio seu
E um outono inteiro em minhas mãos
(Jorge Vercilo)
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quinta-feira, 3 de julho de 2008
Um Edifício No Meio Do Mundo
Os meus olhos cheios dágua
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?
Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não falta nada pra gente ser feliz agora
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem, sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços
É o que eu te peço
Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão
Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem, sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços
É o que eu te peço
(Ana Carolina / Jorge Vercilo)
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?
Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não falta nada pra gente ser feliz agora
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem, sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços
É o que eu te peço
Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão
Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem, sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços
É o que eu te peço
(Ana Carolina / Jorge Vercilo)
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sexta-feira, 6 de junho de 2008
Homem - Aranha
Eu adoro andar no abismo
Numa noite viril de perseguição
saltando entre os edifícios
Vi você
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia,
te fez refém lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista
Me joguei de onde o céu arranha
te salvando com a minha teia
Prazer, me chamam de Homem-Aranha
Seu herói
Hoje o herói agüenta o peso
das compras do mês
No telhado, ajeitando a antena da tevê
Acordado a noite inteira pra ninar bebê
Chega de bandido pra prender,
de bala perdida pra deter
Eu tenho uma idéia:
Você na minha teia
Chega de assalto pra impedir,
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande idéia:
Você na minha teia
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
que me pegou na veia
Eu tô na tua teia
(Jorge Vercilo)
Numa noite viril de perseguição
saltando entre os edifícios
Vi você
Em poder de um fugitivo
Que cercado pela polícia,
te fez refém lá nos precipícios
Foi paixão à primeira vista
Me joguei de onde o céu arranha
te salvando com a minha teia
Prazer, me chamam de Homem-Aranha
Seu herói
Hoje o herói agüenta o peso
das compras do mês
No telhado, ajeitando a antena da tevê
Acordado a noite inteira pra ninar bebê
Chega de bandido pra prender,
de bala perdida pra deter
Eu tenho uma idéia:
Você na minha teia
Chega de assalto pra impedir,
Seja em Brasília ou aqui
Eu tive a grande idéia:
Você na minha teia
Hoje eu estou nas suas mãos
Nessa sua ingênua sedução
que me pegou na veia
Eu tô na tua teia
(Jorge Vercilo)
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Leve
Levitar dos colibris
Graciosamente breve.
Como pode tão feliz?
Censurar, ninguém se atreve.
Não precisam inventar
Qualquer coisa que me eleve
Basta teu sorriso pra dispensar
Asa-delta e ultra-leve.
Se carece de definição: me sinto leve.
Céu azul na bolha de sabão que o vento leve
Como folha, o coração.
Ao te refletir, um espelho em si
Vira quadro, vira arte.
Salvador Dalí não ousou imaginar-te
E eu me sinto flutuar,
Maravilha que me elege,
Feito pipa pelo ar,
Mar azul na areia bege
Como brisa à me beijar
Teu carinho me protege.
Me abraça, me derrete ao brincar
Como o mar no IceBerg
(Jorge Vercilo)
Graciosamente breve.
Como pode tão feliz?
Censurar, ninguém se atreve.
Não precisam inventar
Qualquer coisa que me eleve
Basta teu sorriso pra dispensar
Asa-delta e ultra-leve.
Se carece de definição: me sinto leve.
Céu azul na bolha de sabão que o vento leve
Como folha, o coração.
Ao te refletir, um espelho em si
Vira quadro, vira arte.
Salvador Dalí não ousou imaginar-te
E eu me sinto flutuar,
Maravilha que me elege,
Feito pipa pelo ar,
Mar azul na areia bege
Como brisa à me beijar
Teu carinho me protege.
Me abraça, me derrete ao brincar
Como o mar no IceBerg
(Jorge Vercilo)
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Raios da Manhã
Ah! solidão
muralhas que a distância ergueu
são pontes que a esperança constrói
nos raios da manhã
Quanta ilusão
saudade tem limite, eu pensei
e quando creio que ela acabou
me leva mais além
Teu amor
É clarão no breu
Eu me sento nas estrelas
e bebo do graal
Um simples mortal
provando os licores do céu
Meu amor
Eu só sei calar
quando a voz da tua pele
Me pede assim:
- navega em mim,
que eu sinto os prazeres do mar.
(Jorge Vercilo)
muralhas que a distância ergueu
são pontes que a esperança constrói
nos raios da manhã
Quanta ilusão
saudade tem limite, eu pensei
e quando creio que ela acabou
me leva mais além
Teu amor
É clarão no breu
Eu me sento nas estrelas
e bebo do graal
Um simples mortal
provando os licores do céu
Meu amor
Eu só sei calar
quando a voz da tua pele
Me pede assim:
- navega em mim,
que eu sinto os prazeres do mar.
(Jorge Vercilo)
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