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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Vida Louca Vida

Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa

Se ninguém olha quando você passa você logo acha 'Eu to carente'
'Eu sou manchete popular'
Tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice
Desta eterna falta do que falar

Se ninguém olha quando você passa você logo acha que a vida voltou ao normal
Aquela vida sem sentido, volta sem perigo
É a mesma vida sempre igual
Se niguém olha quando você passa você logo diz 'Palhaço'
Você acha que não tá legal
Corre todos os perigos, perde os sentidos
Você passa mal

Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa

Se ninguém olha quando você passa você logo acha 'Eu tô carente'
'Eu sou manchete popular'
Tô cansado de tanta caretice, tanta babaquice
Desta eterna falta do que falar

Vida louca vida
Vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve
Vida louca vida
Vida imensa
Ninguém vai nos perdoar
Nosso crime não compensa.


(Lobão / Bernardo Vilhena)

domingo, 18 de maio de 2008

Vou te levar

Pensar em tudo que se passou,
que se pode sonhar e não realizou
a vida tentando escapar
mas não por agora

Ao mesmo tempo tanta coisa se amou,
se refez, se perdeu, se conquistou
retratos estampados do nosso amor
em preto e branco pregados na parede
revelando pra sempre a gente,
nosso orgulho um do outro, olhando pra lente,
como quem disesse: não queremos mais nada nesse mundo

E que me lembrasse, a cada instante
que valeu a pena cada lance
e que valerá tenha certeza, pra toda vida

Vou levar, vou te levar
pra onde for, vou te levar
Vou levar, vou te levar
pra onde for, vou te levar....


(Lobão)

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mal Nenhum

Nunca viram ninguém triste?
Por que não me deixam em paz?
As guerras são tão tristes
E não tem nada demais

Me deixem, bicho acuado
Por um inimigo imaginário
Correndo atrás dos carros
Feito um cachorro otário

Me deixem, ataque equivocado
Por um falso alarme
Quebrando objetos inúteis
Como quem leva uma topada

Me deixem amolar e esmurrar
A faca cega, cega da paixão
E dar tiros a esmo e ferir
O mesmo cego coração

Não escondam suas crianças
Nem chamem o síndico
Nem chamem a polícia
Nem chamem o hospício, não

Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim mesmo
A não ser a mim



(Lobão / Cazuza)

Azul e Amarelo

Anjo bom, anjo mau, Anjos existem
E são meus inimigos, e são amigos meus
E as fadas, as fadas também existem
São minhas namoradas, me beijam pela manhã
Gnomos existem e são minha escolta
Anjos, gnomos, amigos, amigos,
Tudo é possível uma vida futura, passada
Existem também drogas pra dormir
E ver os perigos no meio do mar
O sono pesado, tudo meio drogado
Existem pessoas turvas, pessoas que gostam
E eu estou de azul e amarelo
De azul e amarelo
Senhores deuses me protejam, de tanta mágoa
Estou pronto para ir ao teu encontro, senhor
Mas não quero, não vou, eu não quero
Não quero, não vou eu não quero
Existem também drogas pra dormir e ver os perigos...



(Cazuza / Lobão / Cartola)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Me Chama

Chove lá fora e aqui, faz tanto frio
Me dá vontade de saber

Aonde está você
Me telefona
Me chama, me chama, me chama

Nem sempre se vê
Lágrimas no escuro, lágrimas no escuro
Lágrimas, cadê você

Tá tudo cinza sem você
Tá tão vazio
E a noite fica sem porque

Aonde está você, me telefona
Me chama, me chama, me chama

Nem sempre se vê
Mágicas no absurdo, mágicas no absurdo


(Lobão)